02 janeiro 2008

Por estranhas ligações, há músicas que associamos a momentos ou pessoas. A música do nascimento da L. é o Dead Beat Club dos B52’s. Devo tê-la ouvido pouco tempo antes e transformou-se na banda sonora original. Lembro-me de ter descido a pé do Hospital São Francisco Xavier até Belém, numa dessas noites de Outubro, já perto da meia-noite, com a música na cabeça. Podia ter apanhado um táxi ou esperado pelo autocarro, mas estava demasiado excitado e a precisar de caminhar em passo acelerado para libertar a tensão. Tenho-a usado desde essa altura como música de embalar. Uma das muitas. Como não gosto particularmente de canções infantis, uso uma versão mais lenta de outro tipo de música. Para além de B52’s, é natural que quem entre no quarto da L. ao início da noite me oiça a cantar, para além de B52’s, The Smiths, Cure, Nick Cave ou mesmo Joy Division. A minha voz é horrível. Desconfio que a L. não adormece, finge apenas para eu me calar. Na noite de fim de ano, achei que o Dead Beat Club era a música apropriada para a adormecer. Foi o ano mais longo das nossas vidas. Cansada, adormeceu num fechar de olhos. Eu voltei para a festa, com um chapéu de aviador na cabeça, um cachecol vermelho em volta do pescoço e a satisfação de mais uma missão cumprida.

5 comentários:

Cláudia disse...

Feliz ano novo!

Este ano, sentimos a falta das rabanadas da Joana...

:)

Tiago Araújo disse...

A falta das bolachinhas de especiarias holandesas também foi sentida na Avenida 8. E a da tua irmã também.

Anónimo disse...

Não és amigo do Mário? Já não o vejo há 2 anos...

Tiago Araújo disse...

O grande companheiro Mário, de Guimarães e do mundo? Também já não o vejo há algum tempo.

barb michelen disse...

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