Devemos à conjunção de um espelho e de uma enciclopédia a descoberta deste mundo. Por Vítor Matos e Tiago Araújo
12 abril 2008
Boletim polínico
27 março 2008
Blitz
24 março 2008
18 março 2008
Revista de imprensa
13 março 2008
When that character wakes up in the morning, he's Peter Parker. He has to put on a costume to become Spiderman and it is in that characteristic, Superman stands alone. Superman didn't become Superman, Superman was born Superman. When superman wakes up in the morning, he's Superman. His alter ego is Clark Kent, his outfit with the big red “S”. That's the blanket he was wrapped in as a baby when the Kents found him. Those are his clothes. What Kent wears; the glasses, the business suit, that's the costume; that’s the costume that Superman wears to blend in with us. Clark Kent is how Superman views us, and what are the characteristics of Clark Kent; he’s weak, he’s unsure of himself, he’s a coward. Clark Kent is Superman’s critique on the whole human race.
10 março 2008
Playchart
07 março 2008
A arte da fuga
05 março 2008
05 fevereiro 2008
Filosofia de cova
Também Hamlet falou com um coveiro, impressionado com a banalidade do seu trato com os restos dos mortos: "Não terá este homem senso no que faz que cante quando cava sepulturas?", perguntou Hamlet a Horácio, que lhe respondeu: "O hábito criou-lhe esta displicência nos modos". É como em Philip Roth, quando a mulher chega com o almoço do coveiro num termo. A estranheza que nos assombra perante a inevitabilidade da morte, um destino impossível - como a caveira do bobo sem os lábios que tinham beijado Hamlet quando criança -, é o mistério que permanece em Everyman: a linha invisível que separa os vivos dos mortos também separa a totalidade da irrelevância. O resto é o caminho até lá se chegar.
04 fevereiro 2008
My kingdom for a chicken soup
*Encontrei há uns tempos, no blogue da Cláudia, um vídeo que explica bem o fenómeno. Incompreensivelmente, em tom humorístico.
29 janeiro 2008
Cada vez mais ninguém
21 janeiro 2008
O juramento do court de ténis
Um dia, perto de Versalhes, durante os Estados-Gerais de 1789, quando os representantes do Terceiro Estado chegaram à porta da sala onde se costumavam reunir, encontraram-na fechada e guardada por soldados. Decidiram reunir-se num pequeno pavilhão onde se jogava um jogo semelhante ao ténis actual e proclamar que a assembleia existia onde quer que os seus membros se encontrassem reunidos. Foi pintado, pelo menos, um quadro sobre o tema e, muitos anos mais tarde, até foi escrito um livro de poesia com o título The Tennis Court Oath, por John Ashbery. A ideia principal do juramento é a de que as pessoas são mais importante do que os lugares. Como a maioria das pessoas, já mudei de casa, de cidade e de local de trabalho. É preciso habituarmo-nos a procurar o interruptor da luz num sítio diferente, a subir e a descer outras escadas. As pessoas, vou-as sempre encontrando, por vezes nos sítios mais improváveis. Apesar de já ter abandonado a rua da minha infância há alguns anos, por exemplo, continuo a estar de vez em quando com alguns dos meus amigos dessa altura e a saber por eles notícias dos restantes. Os da faculdade, encontro-os um pouco por todo o lado. Já não estão nos corredores do palácio ou em volta da mesa de matraquilhos. Alguns até já usam gravata. Juro, existimos onde nos encontrarmos.
16 janeiro 2008
Sheep in Fog
The hills step off into whiteness.
People or stars
Regard me sadly, I disappoint them.
The train leaves a line of breath.
O slow
Horse the colour of rust,
Hooves, dolorous bells ----
All morning the
Morning has been blackening,
A flower left out.
My bones hold a stillness, the far
Fields melt my heart.
They threaten
To let me through to a heaven
Starless and fatherless, a dark water.
[Sylvia Plath]
02 janeiro 2008
27 dezembro 2007
When the fluid part of the human body is determined by an external body to impinge often on another soft part, it changes the surface of the latter, and, as it were, leaves the impression thereupon of the external body which impels it. [Ética, Parte 2, Postulado 5]
25 dezembro 2007
18 dezembro 2007
17 dezembro 2007
O Pai Natal não existe
19 novembro 2007
Telecomando e controlo
Gostei de Control o filme sobre Ian Curtis, vocalista dos Joy Division, ao contrário dos meus amigos. Não era a história de um poeta obscuro e genial, urbano-depressivo e romântico, que com a música dos Joy nos dava as paisagens negras que nos faziam levitar a adolescência (e ainda nos fazem levitar hoje), nem a história de uma banda histórica. Era a história de um rapazinho com menos de 23 anos, que cometeu vários erros, como tantos rapazes de 23 anos, porém um deles fatal.
PS: por causa de um post abaixo assinado, para esclarecer algumas dúvidas - não fui operado agora, fui há cinco anos, e isso dá-me recuo para ter vontade de escrever sobre a coisa neste momento.
16 novembro 2007
Joy pills
13 novembro 2007
Grandes remédios
10 novembro 2007
O génio que cansa
08 novembro 2007
Aviso à população
Novembro no andar de baixo
02 novembro 2007
Como o início de um livro, um fim de tarde
25 outubro 2007
um eléctrico chamado prazeres
No resto da cidade, a arquitectura é o resultado de um equilíbrio entre demolição e construção. Por isso é nos cemitérios que podemos analisar mais claramente a sucessão dos estilos arquitectónicos. Mausoléus e jazigos neoclássicos, neogóticos, arte nova, modernistas lado a lado, em filas intermináveis, com nomes de famílias que se perpetuam e extinguem do lado de fora dos muros.
15 outubro 2007
Ensopado de enguias
(Desculpem, mas já tinha vergolha de não publicar nada há tanto tempo. Para os mais sugestionáveis, bom apetite.)
30 setembro 2007
Descrição
21 setembro 2007
A biografia de cada dia
30 agosto 2007
29 agosto 2007
23 agosto 2007
Posta de Nicósia - on religion
Penso que a religião deve ser absolutamente respeitada. Mas do ponto de vista indivudual. Ninguém tem nada a ver com a confissão que quem quer que seja professa. Isso é uma coisa de cada um para si mesmo. O problema é que as igrejas são comunidades, e as comunidades são fenómenos grupais e os grupos projectam uma mundovisão, e depois há mundovisões que chocam e às vezes isso é o fim do mundo.
Escrevo em Nicósia, capital de Chipre. Cheguei hoje de Beirute. Ora Beirute é um dos muitos exemplos de como uma sociedade em que se a religião não saísse da soleira da porta ou do adro do templo, tudo seria mais fácil para todos. Neste contexto, a religião não tem qualquer utilidade para a política: há cristão, cristãos maronitas, xiitas, sunitas, eu sei lá. Os cristão têm o presidente, os sunitas o primeiro-ministro e os xiitas o presidente do parlamento. Ou seja, para além de todas as confusões, nem sequer falam uns com os outros. acredito nos benefícios individuais da religião em muitos casos, mas duvido muito dos benefícios da religião para a política.
Por que sou cristão
Em todos os congressos há alguém na plateia que, depois de o orador ter terminado, se levanta, pede a palavra e começa a descrever uma qualquer ideia excêntrica. Chegou a minha vez de pedir o microfone: sou um ateu católico. Não acredito em qualquer tipo de transcendência, sobrenatural ou misticismo. Acredito que o universo existia antes de nós e que eu não existirei depois de mim. Sou culturalmente católico. Há rituais que cumpro porque sinto que fazem sentido. Se tivesse crescido nas selvas da Amazónia, provavelmente tinha pintado o tronco e jejuado para marcar a puberdade. Assim, fui crismado. O ponto essencial é não me sentir vinculado a nenhuma autoridade. Aceito o que quero e rejeito o resto. Basta-me que Jesus Cristo tenha sido homem. Acredito na tolerância, no perdão com arrependimento e no auxílio aos mais desfavorecidos. Não é uma posição confortável, mas sinto que seria uma hipocrisia maior rejeitar totalmente a minha educação católica sem me apetecer, só por ser mais popular.
A utilidade social da religião é uma ideia que alguns autores foram trazendo para a filosofia política ao longo dos tempos. Não é essa a minha posição. É uma religião meramente pessoal. Aguardo serenamente a excomunhão e o relâmpago.
A mão do Baptista
22 agosto 2007
21 agosto 2007
20 agosto 2007
French-kissing
29 julho 2007
25 julho 2007
Variação sobre uma frase de Nixon
24 julho 2007
(* A fonte da história é o livro de Anthony Gottlieb, The Dream of Reason)
20 julho 2007
Por motivos inesperados o prazer da condução voltou. Quando comprámos o carro, ele vinha com leitor de cassetes. As minhas e as da J. já estavam guardadas no caixote do lixo da história, no fundo de um armário, para onde o avanço da tecnologia as mandou. Foi possível voltar a ouvir coisas que nos ajudaram a suportar a adolescência, pela mesma ordem em que as gravámos, com os mesmos cortes abruptos. Ontem, cruzei a noite e o Eixo Norte-Sul ao som de Sugar Kane dos Sonic Youth.
13 julho 2007
Os últimos cinco livros que li: Na Praia de Chesil, Ian McEwan; Civilization and Its Discontents, Sigmund Freud; Tristes Trópicos, Claude Lévi-Strauss; A Estrada, Cormac McCarthy; A Peste, Albert Camus.
30 junho 2007
O dueto astronómico

A Ponte que faz existir
No maior ícone de Praga, a ponte medieval Carlos IV, acotovelam-se os turistas. Para ouvir falar checo sobre a ponte, é preciso lá chegar antes das oito da manhã, quando ainda nem há vendedores de bugigandas instalados. A ponte define, faz existir, não se limita a ligar margens que já lá estão. É verdade. Escreveu Heidegger.
«A ponte reúne, enquanto passagem que cruza, ante as divindades - quer pensemos explicitamente, ou visivelmente dermos graças pela sua presença como na figura do santo da ponte, quer essa presença divina seja obstruída ou mesmo afastada completamente. A ponte reúne em si e a seu modo Terra e Céu, divindades e mortais»
Heidegger, citado por Banville em Imagens de Praga
Praça, sol e cerveja

Diz Banville que a «cerveja checa sabe a campos de feno crestando sob o sol de Verão». Na verdade, bebi muita cerveja checa, meio litro de cada vez, debaixo de um sol esplêndido enquanto em Lisboa chovia. Esta praça da Cidade Velha, como as praças de todas as velhas capitais europeias viu mortes e execuções, invasores a chegar e invasores a ir, viu histórias que nos dias de hoje custa a crer.
Praga, livros e papel pardo
«Os habitantes de Praga são os mais circunspectos citadinos. Passageiros nos eléctricos e no metro retiram cuidadosamente a sobrecapa dos livros que trouxeram para ler durante a viagem, por mais inócua que seja; alguns chegam mesmo a encaderná-los com papel castanho para ocultar o título das lombadas. Compreensível, claro, numa cidade há tanto tempo tão cheia de informadores, e os velhos hábitos são difíceis de abandonar».
in Imagens de Praga, de John Banville (Edições Asa; trad. Teresa Casal)
05 junho 2007
O café da manhã
O café tem especial importância no ritual. É o remate. A cereja em cima do bolo. O fim do momento onde começa o meu dia. Agradeço, por isso, a todos os meus amigos que contribuíram para tornar as minhas manhãs ainda mais agradáveis com aquela máquina nova. Sabe bem. E apareçam lá em casa para tomar um cafezinho. Obrigado.
21 maio 2007
Qualquer dia discutimos Proust
04 maio 2007
02 maio 2007
Levar a torradeira ao jardim
30 abril 2007
23 abril 2007
22 abril 2007
20 abril 2007
17 abril 2007
16 abril 2007
Pensei várias vezes esta manhã que algumas utopias só falham pelo exagero enquanto subia do Calvário para as Necessidades para levar a L., com cinco meses, ao seu primeiro dia de infantário. Pensei também na história do irmão da Isabel: prepararam-no para o primeiro dia de primária e parece que as coisas correram bastante bem. No segundo dia, quando o foram acordar para ir para a escola, exclamou admirado «– Outra vez!», sem perceber que ainda o aguardavam muitos anos de aulas.
15 abril 2007
13 abril 2007
Não foi a primeira vez que a arquitectura tentou chegar a deus, apenas uma das mais estranhas. Como qualquer teólogo cristão poderá confirmar, será igualmente uma tentativa votada ao fracasso. A incerteza faz apenas com que os espíritos oscilem entre a piedade e a expiação.
02 abril 2007
01 abril 2007
ship of fools
A nave dos loucos foi uma imagem bastante utilizada pelos teólogos da Idade Média para representar a humanidade como o grupo de passageiros de um navio que não sabe, nem quer saber, para onde este navega. Mas a alegoria é redutora. Há sempre os que se aborrecem com os jogos de cartas, os daiquiris no bar da piscina e percorrem a amurada em busca de um sinal de terra. De facto, as personalidades humanas dividem-se entre os que embarcam pela viagem e os que embarcam pelo destino, entre a vida-cruzeiro e a vida-cacilheiro. O mais estranho é que, na minha opinião, é impossível dizer qual dos dois grupos está certo ou é mais feliz.
28 março 2007
O tributo das sereias
13 março 2007
12 março 2007
pólen
09 março 2007
Desaparecer no azul profundo do mar, como Ícaro, por uns segundos. O verão ainda tão longe.
08 março 2007
Um post sobre nada
(Tive o cuidado de não recorrer ao uso de metáforas – touro, animal, etc. – para não pensarem que me estou a gabar. A modéstia nunca é demais, ao contrário das figuras de estilo.))
25 fevereiro 2007
À menina Maria da Graça
14 fevereiro 2007
21 janeiro 2007
Slows: da pastilha ao SMS
18 janeiro 2007
A foggy day...
A inveja da sorte
Zeus e danaes
16 janeiro 2007
15 janeiro 2007
Iwo Jima e Guiné
14 janeiro 2007
11 janeiro 2007
Três anos... é algum tempo!
09 Janeiro 2004
Primeiro reflexo
O espelho é um objecto estranho. Por reflectir a realidade, e sobre ela, mas não ser a própria realidade, abre infinitas possibilidades de distorção. Por isso, neste blogue, teremos por vezes uma realidade convexa ou côncava. Basta dobrarmos ligeiramente a superfície, mais por motivos estéticos do que ideológicos. Não para distorcer a realidade, mas para construir outras representações dela. A sensação poderá ser, para quem lê, a de caminhar pelo meio das galerias de espelhos dos parques de diversões, onde nós e tudo o resto que as atravessa passa do grotesco ao ridículo com um passo, do semelhante ao desigual. Também gostamos do jogo de distorcer pessoas, devolvendo-lhes depois os rostos intactos. Os espelhos têm ainda outra característica, que não escapa a todos que se debruçam sobre eles*: a profundidade. Se nos aproximarmos, parece que podemos cair para o outro lado. Neste blogue seremos seres intermédios entre Giordano Bruno e Alice: acreditamos na infinidade dos mundos e usamos os espelhos para entrar neles.
No mundo da política, da sociedade, da cultura, da ciência. Entramos e tudo nos é estranho. Contamos o que vemos. Regressamos aparentemente iguais. Depois ardemos todas as noites nas fogueiras ateadas com as folhas escritas. E espelhos somos nós também, porque reflectimos as realidades conforme a nossa superfície foi sendo talhada: não pronunciamos verdades absolutas, que não as temos, mas aquelas que o nosso espelho de água devolve aos que se miram em nós, como o lago que chorou a morte de Narciso porque se reflectia nos olhos do jovem enquanto ele admirava o seu próprio reflexo. É através de um falacioso espelho de feira - a maneira de cada um de nós ver o mundo -, que aqui projectamos a imagem que temos dele. Sejam bem-vindos
Tiago Araújo/Vítor Hermes
*Como Umberto Eco (Sobre os Espelhos e Outros Ensaios ,Difel) ou Jorge Luis Borges (Obras Completas, Teorema).
10 janeiro 2007
O vestido cor de fogo
09 janeiro 2007
Room service
03 janeiro 2007
O talho

02 janeiro 2007

Um jornal inglês calculou que Lucian Freud, o pintor britânico, teve cerca de quarenta filhos ilegítimos ao longo da vida. Tive oportunidade de ver uma retrospectiva da pintura de Freud em Veneza, num museu com vista sobre a Praça de São Marcos. Foi provavelmente a exposição individual que mais me marcou até hoje. Ao ler a notícia, quase dois anos depois, percebo porque é que grande parte da obra é composta por representações de nus.
01 janeiro 2007
Filas e Felicidade
- Uma fila enorme na rua Garret, no Chiado, de gente a comprar café na loja da Nespresso (nota: não estava lá o George Clooney e as bombocas de café podem encomendar-se pela Net);
- Uma fila enorme na Fundação Gulbenkian para ver a exposição do Amadeu Souza-Cardoso (nota: a mostra está aberta nas sextas-feiras até à meia-noite);
- Uma fila enorme diante de uma carrinha branca, no jardim Constantino, de sem-abrigo a receber malgas de sopa (eram mais copos de plástico), para aconchegar o estômago.
Bem, isto foi uma hipótese de auto-resposta ao meu post anterior.
PIB e Felicidade
Somos 3% mais felizes quando a economia cresce 3%? Somos mais felizes na China, onde a economia cresce loucamente, na Finlândia, onde os indicadores de desenvolvimento são os melhores do mundo, nos Estados Unidos, onde fica a capital do Império, ou em Belize onde o pessoal anda de chinelos a dar mergulhos entre os corais?
Uma vez entrevistei um economista ilustre, um senhor idoso chamado David Landes, que escreveu um este livro: "A Riqueza e a Pobreza das Nações", porque é que umas são mais ricas e outras mais pobres. Ele dizia qualquer coisa como isto: nos países desenvolvidos, a felicidade é um subproduto. Perguntei-lhe se podíamos medir a felicidade. Ele disse que não. Para que é que tudo isto serve, então? Ele respondeu-me com a história de um livro que estava escrever, sobre herdeiros de grandes fortunas, dizendo que fulano de tal passava o dia a jogar ténis e a andar em grandes carros... não seria feliz? Mas não seríamos nós, eu jovem e ele velho, mais felizes porque até gostamos de trabalhar?
Não sei onde esta conversa toda nos poderia levar...
29 dezembro 2006
27 dezembro 2006
26 dezembro 2006
Sem aquecimento central, refugiamo-nos numa das divisões da casa, com as portas e as janelas trancadas e um aquecedor. Os vidros estão embaciados. Lá fora pode ser a Sibéria e estarem a passar tribos nómadas de criadores de renas. Com as sobras do natal podemos sobreviver até ao próximo equinócio. Alguns dos nossos amigos voaram para sul*. Nós ficámos parados nesta estação.
* De avião, para o Brasil.
19 dezembro 2006
17 dezembro 2006
Passados mais de dez séculos, militares portugueses fizeram o caminho inverso. Passaram ao largo de Ítaca e estão neste momento estacionados perto de Tiro, uma cidade do actual Líbano, como parte do contingente da FINUL. A ironia é ainda maior quando nos lembramos que Portugal decidiu enviar uma companhia de engenharia de reconstrução. Os momentos em que a História permite a retribuição são raros. Se ainda existem fenícios em Tiro, qualquer que seja o seu nome, espero que tenham ido até à praia saudar o regresso dos barcos.
13 dezembro 2006
04 dezembro 2006
01 dezembro 2006
Voto gága
Nesta ilusão iludi-me.
A hora da vida já
Soltou uma gargalhada
E saiu pela janela
(...)
Fiz da vida ida.
Fiz da morte volta
Gága, gága, gága.
Fiz de pedra tudo.



